domingo, 14 de dezembro de 2014

Queijo Serrano é a solução para a crise do leite?

As crises têm diversos aspectos e dificilmente serão solucionadas através de um produto, por mais importante que ele seja.

No caso da crise do leite sua solução não se resume em fazer investimentos em instalações e equipamentos, para produzir um queijo que está sendo tardiamente reconhecido como um patrimônio da nossa cultura.

A crise envolve pequenas propriedades rurais, geralmente restritas a uma família empobrecida, por ter sido explorada por um sistema escravagista que obriga a entrega do leite a um preço vil a empresas industriais, algumas delas travestidas de cooperativas.

Acenar como solução um produto agora legalizado, que envolva endividamento para ser feito é algo que o bom senso condena, principalmente nas condições atuais da economia brasileira.

Como o leite nestas propriedades geralmente está sendo gerado em condições satisfatórias, a agregação de valor deve ser feita de tal forma que a comercialização do produto financie o investimento, ou seja, autossustentável.

Gradativamente o produtor rural irá conquistando consumidores, acertando seu produto com as condições do mercado, e dominando a tecnologia de produção racional do mesmo.

Produção racional implica em não se limitar a um produto e, no caso do Queijo Serrano, o soro deve ser convertido em bebida láctea que é até mais lucrativa do que o próprio queijo.

Faz parte desta racionalidade utilizar a Internet para, através de uma Loja Virtual, que é gratuita, abrir novos clientes, não só para derivados do leite, como também oferecendo os diversos itens que são desperdiçados em uma propriedade rural, tais como, frutas, verduras, ovos, e tantos outros.

A legalização do Queijo Serrano é restrita a poucos municípios, mas é ponto de partida para a libertação dos produtores de leite, abrindo caminho para outros derivados, em especial o iogurte que é altamente lucrativo, facilmente comercializável e não implica em investimento.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Organizamos nossa vida de forma racional?

Ao nascer, até atingir a idade produtiva, uma pessoa deveria ter asseguradas as condições mínimas para ter uma vida condigna. Na vida animal é assim que ocorre. O nascimento de alguém precisa ser um ato responsável. O ser humano, por exemplo, é o único ser vivo que entende o emprego como sendo algo natural e desejável. As pessoas precisariam trabalhar muito pouco para viver em condições condignas. Os valores foram deturpados no decorrer do progresso da humanidade, a tal ponto que ficaram perdidas as relações naturais, substituídas pelo consumismo de bens materiais.

www.cempalavrasespirituais.net
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domingo, 29 de junho de 2014

Nós podemos ter um Brasil melhor



Não basta votar bem, pois é preciso lutar por nossas ideias. Analise estas sugestões, altere e acrescente o que for pertinente. Use a internet para divulgar e discutir o assunto.
  • Todos devem poder opinar sobre decisões que os atinjam.
  • Liberdade de iniciativa pressupõe condições para que seja realizada.
  • Condições condignas de vida é um direito constitucional.
  • O direito à propriedade não significa uso da propriedade para exploração do trabalho. 
  • Quem investiu em si deve ter um retorno correspondente.
  • A democracia é essencial para se ter liberdade e esta gera desigualdade.
  • Os representantes eleito devem tem os mandatos sujeitos à aprovação dos representados. 
  • Toda movimentação financeira deve ser eletronicamente controlada e visível.
  • O lucro é essencial para assegurar o desenvolvimento sustentável.
  • Não há direito adquirido inquestionável, e patrimônio mal havido deve ser confiscado.

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Solução racional para o problema de transporte coletivo por ônibus

O cancelamento de todas as concessões vigentes, com a simultânea desapropriação de veículos que interessem, permitirá o retorno do sistema de transporte, sendo os ônibus operados por motoristas autônomos credenciados.

As atuais empresas licenciadas deveriam orientar suas atividades para a revenda e manutenção de veículos, recebendo para tal o apoio legal da Prefeitura para esta nova atividade.

Os motoristas terão a possibilidade de serem credenciados como microempreendedores autônomos, operando veículos de suas propriedades, adquiridos com financiamento e aproveitamento das rescisões dos atuais empregos como motoristas.

Uma solução só é de boa qualidade quando resolve um problema sem gerar outros.

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Como são as empresas convencionais e como deveriam ser

Vamos apresentar dois modelos de empresas convencionais e faça sua escolha:

Empresa A –

  • A empresa tem na recepção um quadro divulgando sua missão e valores.
  • As pessoas da empresa, conforme a posição que ocupam dizem: “a minha empresa”, “a nossa empresa” ou “a empresa do(s) home(s)”.
  • Há um sistema de controle de freqüência e horário.
  • Seguidamente são colocados avisos com instruções visando comportamentos e/ou procedimentos administrativos.
  • A empresa tem advogado trabalhista.
  • Os que ocupam cargos de chefia ficam dedicados a manter o ritmo de produção, distribuir tarefas, verificar a qualidade, evitar desperdícios e outras atividades de controle inerentes à chefia.
  • Quando a empresa quer destacar um funcionário promove-o para um cargo mais importante para poder pagar mais, sem riscos de enfrentar problemas de equiparação salarial.
  • A empresa costuma manter um bom sistema de comunicações, emitindo advertências ou dando suspensões, como avisos de que algo está mal.
  • Há revista de saída para aqueles que portam volumes.
  • Alguns funcionários participam dos lucros, com distribuição proporcional ao nível salarial.
  • Há um quadro de cargos e salários e se estimula o progresso funcional, geralmente por indicação da chefia.
  • A empresa convive bem com a renovação de quadros o, que é visto como algo natural e que evita acomodações.
  • Os custos são compatíveis com o setor em que atua, e a empresa não faz “milagres”.
  • Demonstrações de posse ou riqueza que possam gerar constrangimentos são evitadas.
  • São feitas muitas reuniões de chefias e se evita “iniciativas” que não tenham sido aprovadas por quem de direito.
  • Nas festas de fim de ano, se destaca o espírito de harmonia existente na empresa.
  • Os dados econômicos, tais com faturamento, pedidos, estoque, etc. são de conhecimento exclusivo de quem tem de lidar com eles.
  • Cada um deve se ater à sua tarefa, pois se cada um fizer o que lhe compete o resultado será satisfatório.

Empresa B –

  • Os objetivos da empresa e sua maneira de ser são do conhecimento de todos.
  • Ao se referirem à empresa todos dizem: “a nossa empresa”.
  • Não há nenhum sistema de controle de horário.
  • No quadro de avisos não há nenhum aviso dizendo: “A partir dessa data....”
  • Nos últimos cinco anos não houve nenhuma questão trabalhista.
  • Todos trabalham na empresa, ou seja, não há ninguém em função exclusivamente de chefia. 
  • As pessoas recebem o valor de mercado, nem mais, nem menos.
  • Não há comunicações de advertências, nem suspensões. 
  • Não há revista de saída.
  • Todos participam dos lucros proporcionalmente à contribuição que deram e não proporcionalmente às suas remunerações.
  • Não há disputas por cargos, pois não há quadro de cargos e salários.
  • Nos últimos cinco anos ninguém pediu demissão por razões de desajuste no trabalho.
  • A empresa trabalha com custos inferiores aos da concorrência.
  • O empresário quando troca de carro não se sente constrangido em aparecer com o carro novo.
  • Quem tem de tomar decisão toma, sem “democratismos”, nem fugas de responsabilidade.
  • O empresário não faz discursos dizendo “somos uma família...”.
  • Todos os dados referentes a faturamento, custos, e despesas, estão disponíveis para todos.
  • As pessoas que trabalham na empresa sabem o que é produzido, quem são os clientes, e sentem-se seguras.

Qual é o melhor modelo?

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Você assinaria este contrato?


Você assinaria um contrato no qual por ser contratante é suspeito de não estar agindo com boas intenções?

Um contrato com centenas de cláusulas que você desconhece?

Um contrato no qual o contratado já tem à sua disposição milhares de advogados ávidos por defendê-lo?

Que quando contestado na justiça permite que advogado e contratado se associem gerando um documento eivado de inverdades, praticando estelionato e falsidade ideológica, protegidos pela lei?

Um contrato tão questionável que dispõe de tribunais especiais só para avaliá-lo?

Certamente você jamais assinaria um contrato com essas características. Mas assina. Assina não um só, assina muitos.

Por que você age de forma tão irracional?

Essa é uma boa pergunta.

A organização do trabalho na forma de empresa é racional, deve ser estimulada e valorizada. 

Todos devem ter possibilidade de trabalhar, pois o trabalho faz parte da vida das pessoas, dá a elas a inserção social tão necessária. Trabalho, entretanto, é parceria, cabendo a cada um o que sabe fazer.

Condenável é o sistema que inviabiliza que as pessoas trabalhem com dignidade. O sistema que estimula a luta entre empreendedores e processadores, transformando os primeiros em exploradores e os outros em explorados.

Você não entende que isso deveria ser diferente?

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Demandas & Soluções para o transporte urbano por ônibus.


O administrador competente atende às demandas, gerando soluções de boa qualidade.

No caso do transporte coletivo urbano por ônibus, podemos equacionar a seguintes demandas e soluções, geradoras de um sistema racional:

Deslocamento para empregos.

Deve ser oferecido ônibus confortável e climatizado, para passageiros sentados, disponibilizados em horários combinados com os usuários, para percursos racionais.

Este deslocamento é custeado pelo empregador e não precisa ser subvencionado.

Deslocamento para locais determinados.

Identificada a demanda, a comunidade definirá o tipo de veículo desejado, horários e percursos.

Terá uma tarifa determinada pelo custo operacional e aproveitamento de lucros gerados pelo sistema.

Deslocamentos com assentos reservados.

Um transporte seletivo deve ser disponibilizado para atender a demanda gerada pelas restrições de circulação de carros particulares nas áreas centrais das cidades.

Tarifa definida para gerar lucro operacional ao sistema.

Passageiros com necessidades especiais.

A demanda será atendida com a utilização de veículos adequados.

Tarifa subsidiada por lucro decorrente dos deslocamentos com assentos reservados.

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Transporte urbano por empreendedores individuais.


O transporte urbano não deve ser realizado por empresas, pois se trata de uma prestação de serviços e não um negócio a ser explorado.

O poder público deve organizar esta prestação de serviço de acordo com a demanda gerada pela comunidade. Esta demanda é constantemente alterada, como de resto são todas as demandas.

Conceder para empresas as concessões de serviços a serem explorados por prazos definidos, contraria a flexibilidade que deve existir, determina um aumento de custo operacional em torno de 30%, e torna o sistema vulnerável aos conflitos trabalhistas.

O sistema de taxis, de taxis lotação e de transporte escolar, quando operados por empreendedores individuais, proprietários dos veículos, funciona muito bem e os ônibus podem operar da mesma maneira.

O planejamento do transporte urbano determinará a utilização dos ônibus autorizados, adquirindo o serviço prestado, ao preço definido por viagem autorizada. O reembolso para o Município, via tarifa, será uma decorrência de política social, pois transporte coletivo urbano é um direito do cidadão.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Transporte em Porto Alegre: Problema e Solução.



O impasse relacionado com a interrupção do sistema de transporte coletivo por ônibus, em Porto Alegre, não será solucionado, caso se procure um entendimento entre as empresas licenciadas e o Sindicato que representa seus empregados.

As empresas licenciadas terão que se submeter, em breve, a um processo licitatório, evidentemente imprevisível, se bem elaborado.

Esta insegurança atinge as lideranças sindicais, determinando uma radicalização que inviabiliza qualquer entendimento.

A Prefeitura, através da Carris, tem participação direta em 25% do problema, sendo envolvida como parte interessada, comprometendo suas decisões como Poder Executivo.

Face a esta situação, cabe à Câmara Municipal, no desempenho de seu papel de representação da população prejudicada, participar eficazmente de uma solução.

O cancelamento de todas as concessões vigentes, com a simultânea desapropriação de veículos que interessem, permitirá o retorno do sistema de transporte, sendo os ônibus operados por motoristas credenciados.

As atuais empresas licenciadas deveriam orientar suas atividades para a revenda e manutenção de veículos, recebendo para tal o apoio legal da Prefeitura para esta nova atividade.

 motoristas, que corriam o . risco de serem dispensados das empresas que não continuasse licenciadas, terão a possibilidade de serem credenciados como microempreendedores autônomos, operando veículos de sua propriedade.

Uma solução só é de boa qualidade quando resolve um problema sem gerar outros.

Carlos Reinaldo Mendes Ribeiro

Professor de Administração, Empresário, Sanitarista e Escritor






sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

O Brasil que queremos.



A sociedade  organizada estabelece um nível adequado de contribuição individual, para custeio dos gastos coletivos programados. A gestão destes recursos é atribuída a administradores públicos que seguem as diretrizes definidas pela comunidade, diretamente ou através de representantes com poderes para tal o fazer.

O administrador público assume sua função por decisão direta da comunidade que ele irá administrar, ou por escolha de um colegiado de representantes que tenha recebido da comunidade esta atribuição. Em ambos os casos há uma delegação de poder e, com ela, a aceitação da responsabilidade definida nesta delegação.

Caso o administrador delegue autoridade ou atribuições para alguém de sua confiança, a responsabilidade continua sendo sua, pois responsabilidade não se delega. As atribuições e responsabilidades dos funcionários públicos são as definidas no concurso que gerou o preenchimento do respectivo cargo público.

Compete ao administrador racionalizar a aplicação dos recursos, sendo pessoalmente responsável pela correta utilização dos mesmos. Caso a má gestão de recursos por ele administrados, tenha acarretado problemas à comunidade como, por exemplo, morte em acidente rodoviário, ocorrido por ter havido desvio de recursos para manutenção da estrada, ele será condenado por homicídio. Vale recordar que responsabilidade não se delega.

No caso de recursos destinados à saúde pública, que tenham sido desviados, ou aplicados inadequadamente, ocasionando problemas, os efeitos são de responsabilidade do gestor desta área. Neste campo, por exemplo, a contratação de médicos, sem competência adequada para atender aos clientes, ocasionando lesão ou morte, isso corresponderá a agressão física ou homicídio, cometidos pelo administrador, sem prejuízo de se atribuir a responsabilidade profissional ao médico que atendeu de forma inadequada.

O orçamento público deve corresponder à vontade expressada pela comunidade para aplicação dos recursos gerados por ela. O orçamento define impositivamente a aplicação dos recursos, seja para investimento ou custeio. A execução pode ser direta ou contratada e, neste caso, evidentemente, o contrato deve ser cumprido, sem possibilidade de reajustes.