sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

O Brasil que queremos.



A sociedade  organizada estabelece um nível adequado de contribuição individual, para custeio dos gastos coletivos programados. A gestão destes recursos é atribuída a administradores públicos que seguem as diretrizes definidas pela comunidade, diretamente ou através de representantes com poderes para tal o fazer.

O administrador público assume sua função por decisão direta da comunidade que ele irá administrar, ou por escolha de um colegiado de representantes que tenha recebido da comunidade esta atribuição. Em ambos os casos há uma delegação de poder e, com ela, a aceitação da responsabilidade definida nesta delegação.

Caso o administrador delegue autoridade ou atribuições para alguém de sua confiança, a responsabilidade continua sendo sua, pois responsabilidade não se delega. As atribuições e responsabilidades dos funcionários públicos são as definidas no concurso que gerou o preenchimento do respectivo cargo público.

Compete ao administrador racionalizar a aplicação dos recursos, sendo pessoalmente responsável pela correta utilização dos mesmos. Caso a má gestão de recursos por ele administrados, tenha acarretado problemas à comunidade como, por exemplo, morte em acidente rodoviário, ocorrido por ter havido desvio de recursos para manutenção da estrada, ele será condenado por homicídio. Vale recordar que responsabilidade não se delega.

No caso de recursos destinados à saúde pública, que tenham sido desviados, ou aplicados inadequadamente, ocasionando problemas, os efeitos são de responsabilidade do gestor desta área. Neste campo, por exemplo, a contratação de médicos, sem competência adequada para atender aos clientes, ocasionando lesão ou morte, isso corresponderá a agressão física ou homicídio, cometidos pelo administrador, sem prejuízo de se atribuir a responsabilidade profissional ao médico que atendeu de forma inadequada.

O orçamento público deve corresponder à vontade expressada pela comunidade para aplicação dos recursos gerados por ela. O orçamento define impositivamente a aplicação dos recursos, seja para investimento ou custeio. A execução pode ser direta ou contratada e, neste caso, evidentemente, o contrato deve ser cumprido, sem possibilidade de reajustes.

O Brasil que não queremos.

No Brasil a população vive em prisão domiciliar e os criminosos em liberdade, aparentemente condicional.

Não é aceitável que o governo gaste o dinheiro arrecadado, construindo obras monumentais elitistas, quando a maior parte da população mora em condições precárias e sub-humanas.

Não é admissível que pessoas morram sem assistência médica, por imcompetência do governo, associada ao desvio de recursos para programas eleitoreiros e  gastos  desnecessários com medicamentos.

Não é cabível que se mercantilize as funções públicas, utilizadas em negociatas, visando apoios políticos eleitorais.

A maioria das mortes nas estradas e no trânsito é causada pela corrupção generalizada do governo, desviando recursos das empreiteiras para compra de votos.

Não é aceitável baixos níveis educacionais, que comprometem o desenvolvimento pessoal e qualidade de vida de gerações.

Caso as pessoas fossem remuneradas de acordo com o que produzem, o salário da maioria poderia ser significativamente aumentado, às custas do que é pago aos incompetentes privilegiados.

Organizações Harmônicas

Vamos analisar as diferenças entre uma organização harmônica e uma convencional, tomando como exemplo duas empresas:

Empresa Convencional.

A empresa tem na recepção um quadro divulgando sua missão e valores.

As pessoas da empresa, conforme a posição que ocupam dizem: “a minha empresa”, “a nossa empresa” ou “a empresa do(s) home(s)”.

Há um sistema de controle de freqüência e horário.

Seguidamente são colocados avisos com instruções visando comportamentos e/ou procedimentos administrativos.

A empresa tem advogado trabalhista.

Os que ocupam cargos de chefia ficam dedicados a manter o ritmo de produção, distribuir tarefas, verificar a qualidade, evitar desperdícios e outras atividades de controle inerentes à chefia.
Quando a empresa quer destacar um funcionário promove-o para um cargo mais importante para poder pagar mais, sem riscos de enfrentar problemas de equiparação salarial.

A empresa costuma manter um bom sistema de comunicações, emitindo advertências ou dando suspensões, como avisos de que algo está mal.

Há revista de saída para aqueles que portam volumes.

Alguns funcionários participam dos resultados, com distribuição proporcional ao nível salarial.

Há um quadro de cargos e salários e se estimula o progresso funcional, geralmente por indicação da chefia.

A empresa convive bem com a renovação de quadros o, que é visto como algo natural e que evita acomodações.

Os custos são compatíveis com o setor, e a empresa não faz “milagres”.

Demonstrações de posse ou riqueza que possam gerar constrangimentos são evitadas.

São feitas muitas reuniões de chefias e se evita “iniciativas” que não tenham sido aprovadas por quem de direito.

Nas festas de fim de ano, se destaca o espírito de harmonia existente na empresa.

Os dados econômicos, tais com faturamento, pedidos, estoque, etc. são de conhecimento exclusivo de quem tem de lidar com eles.

Cada um deve se ater à sua tarefa, pois se cada um fizer o que lhe compete o resultado será satisfatório.

Empresa Harmônica.

Os objetivos da empresa e sua maneira de ser são do conhecimento de todos.

Ao se referirem à empresa todos dizem: “a nossa empresa”.

Não há nenhum sistema de controle de horário.

No quadro de avisos não há nenhum aviso dizendo: “A partir dessa data....”.

Nos últimos cinco anos não houve nenhuma questão trabalhista.

Todos trabalham na empresa, ou seja, não há ninguém em função exclusivamente de chefia.

As pessoas recebem o valor de mercado, nem mais, nem menos.

Não há comunicações de advertências, nem suspensões.

Não há revista de saída.

Todos participam dos lucros proporcionalmente à contribuição que deram e não proporcionalmente às suas remunerações.

Não há disputas por cargos, pois não há quadro de cargos e salários.

Nos últimos cinco anos ninguém pediu demissão por razões de desajuste no trabalho.

A empresa trabalha com custos inferiores aos da concorrência.

O empresário quando troca de carro não se sente constrangido em aparecer com o carro novo.

Quem tem de tomar decisão toma, sem “democratismos”, nem fugas de responsabilidade.

O empresário não faz discursos dizendo “somos uma família...”.

Todos os dados referentes à faturamento, custos, e despesas, estão disponíveis para todos.

As pessoas que trabalham sabem o que é produzido, quem são os clientes, e sentem-se seguras.

Problemas sociais e violência urbana.

Nossa estrutura social, baseada na culpa e na responsabilidade, não tem dado certo. Jamais, em tempo algum, convivemos com tanta violência. Praticamente todos nós estamos prisioneiros de uma sociedade violenta e irresponsável, gerada pelo comportamento coletivo.

Quando andamos pelas ruas e identificamos problemas sociais, nossa reação é virar as costas, pois achamos que isso não nos diz respeito. Afinal de contas, pagamos impostos e sustentamos governantes que devem assumir a responsabilidade por esses desajustes sociais.

Pessoas empregadas em administrações convencionais são tratadas como crianças e não como adultos responsáveis. A ironia é que, mesmo assim, milhares de outras querem receber este tratamento, pois estão desempregadas.

Mantemos nas prisões outras milhares de pessoas que cometeram crimes relacionados com apropriação indébita, e tratamos com a maior tolerância os que roubaram muito. Realmente a justiça é cega, pois não vê as injustiças cometidas em seu nome.

Mantemos uma casta de privilegiados que se distraem fazendo discursos e gerando leis inúteis, quando o que deveriam fazer é resolver os problemas sociais. Preferem transformar suas tribunas em balcões de negócios pessoais.

Convivemos com distorções salariais absurdas, pagando estes privilegiados com recursos arrecadados mediante impostos pagos pelos mais pobres, quando consomem produtos essenciais.

Convivemos com corrupção, aceitando os portadores de fortunas mal havidas. Para nós isso é um fato consumado e passamos a respeitar o infrator como sendo alguém que merece nossa admiração por ter-se tomado rico. Não interessa mais a origem.

Na verdade, somos muito injustos e pagamos por essa injustiça. Num mundo baseado em injustiças é muito fácil que alguém assuma comportamento antissocial. Na verdade, o comportamento desse indivíduo não é de sua responsabilidade nata, nem atávica, mas sim uma consequência de uma estrutura social absurda. Estivesse ele num mundo justo, certamente seu desvio de conduta seria muito menor e suportável pela sociedade. Nós mesmos é que criamos a sociedade, ou seja, o meio a partir do qual surgem as aberrações sociais.

A onda de violência que nos aflige e inferniza nosso convívio social é gerada por nós mesmos. Ninguém tem tanta força para ser tão discrepante de uma ordem social vigente. As distorções são desvios de uma estrutura injusta que predispõe à existência desses desvios.

Manutenção doo Corpo Humano.

O corpo humano é um organismo maravilhoso e necessita de manutenção adequada.

1. Abastecimento – quando há necessidade de abastecimento é dado aviso denominado “fome“. Não é recomendável abastecer sem necessidade, e nem utilizar o abastecimento como fonte de prazer, ou por razões sociais.

2. Hidratação – a hidratação deve ser feita com o composto de hidrogênio e oxigênio, denominado ”água”. O uso de outros líquidos introduz no organismo produtos químicos desnecessários e prejudiciais, além de anular o aviso de “sede”.

3. Respiração – Os pulmões precisam ser abastecidos com ar puro, sem agentes poluentes. Esta recomendação pode ser a mais difícil de ser realizada, pelas atuais condições ambientais. È inaceitável a introdução voluntária de fumaças.

4. Sono – o organismo tem paradas periódicas programadas e isso deve ser respeitado. Caso não ocorra a parada, é preciso identificar o motivo e corrigir. Provocar paradas com produtos químicos, não é recomendável.

5. Alerta – um sofisticado sistema de alerta utiliza avisos tais como ”dor” e “tremor”. É totalmente irracional desligar estes sistemas de alerta, com uso de produtos químicos. A causa deve ser pesquisada e corrigida.

6. Consciência – As relações externas do organismo são estabelecidas pela consciência. Condições desfavoráveis de vida levam ao uso de modificadores do estado de consciência. O uso vicia e conduz a atos irracionais.

7. Pressão – o organismo trabalha com a pressão necessária para uma correta circulação, ajustando os batimentos cardíacos. Estabelecer níveis artificiais de pressão é um recurso eventual para evitar rompimento de vasos, e não uma solução.

8. Inflamação – quando o organismo precisa enfrentar uma situação traumática ou invasiva, ele aumenta o espaço para organizar sua defesa, o campo de ação fica aquecido e emite dor. Não se deve evitar essa defesa, sem remover a causa.